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Vila Nova de Milfontes está ligada ao grande feito da aviação portuguesa que foi a primeira travessia área entre Portugal e Macau, realizada por Brito Paes e Sarmento Beires. Foi a 7 de Abril de 1924 que os pilotos partiram do Campo dos Coitos, junto a Milfontes, rumo ao Oriente.
Em homenagem aos aviadores e ao seu feito histórico, foi erguido na Praça da Barbacã, junto ao Forte, um monumento que recorda a heróica viagem.
Note-se que o Comandante Brito Paes era natural do concelho, mais concretamente de Colos.
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Sarmento Beires
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Nasceu em Lisboa, a 4/9/1892. Foi aluno do Colégio Militar, e em 1916 termina o curso de engenheiro militar na Escola de Guerra.
Em 1917, com o posto de alferes, terminou com aproveitamento o primeiro curso de pilotagem militar efectuado em Portugal. Em Julho de 1917, foi promovido a tenente e partiu para França, integrado nos Serviços de Aviação do CEP. Em França frequentou cursos de aperfeiçoamento, especializando-se em aviação de caça. Em 1919 regressou a Portugal para o Grupo de Esquadrilhas de Aviação República. Foi o primeiro piloto a efectuar uma missão de voo nocturno em Portugal, a 22/1/1920. Ainda em 1920, com Brito Pais, tenta a viagem à Madeira a bordo da "Cavaleiro Negro". Em 1924, voa até Macau, com Brito Pais e Manuel Gouveia. Em 1927, com Jorge de Castilho e Manuel Gouveia, atravessa num voo nocturno o Atlântico Sul a bordo do "Argos". Esteve ligado ao grupo da "Seara Nova". Afastado por motivos políticos, por oposição a Salazar, foi reintegrado com o posto de coronel em 1972. Faleceu no Porto a 8/6/1974.
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Nasceu em Colos, Vila Nova de Milfontes, a 15/7/1884. Ingressou na Escola de Guerra em 1907, onde cursou Infantaria.
Serviu no Batalhão de Caçadores 5 e na Companhia do Niassa, donde regressou por doença, em 1912. Obteve o brévet de piloto na Escola de Avord em 1917. Antes tinha combatido com a infantaria 15 do CEP, sendo condecorado com a Cruz de Guerra, a Torre e Espada e e Legião de Honra francesa.
Com o fim da Grande Guerra, é colocado no comando da Esquadrilha de Bombardeamento e Observação do Grupo de Esquadrilhas de Aviação "República". É aí que juntamente com Sarmento de Beires irá tentar a malograda ligação aérea à Madeira em 1920, com o "Cavaleiro Negro". Faz em 1924 o raid a Macau, com o mesmo Sarmento de Beires, e com Manuel Gouveia. Comandou ainda o Grupo de Aviação da Amadora, tendo vindo a falecer trágicamente, a 22 de Fevereiro de 1934, num choque em pleno voo de dois aviões Morane, no Algueirão (Sintra). Era tenente-coronel e tinha então 50 anos.
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Brito Pais
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Manuel Gouveia
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Nasceu no Porto, no dia 4 de Fevereiro de 1890. Em 1912, entrou para o exército, para os Sapadores de Caminho de Ferro.
Em 1917, partiu para França, integrado no Corpo Expedicionário Português. Durante a estadia em França, ingressou nos Serviços de Aviação do referido Corpo e frequentou a Escola de Mecânicos de Saint Cyr, onde se especializou em motores Gnome-Rhone e Hispano-Suisse.
Durante a guerra, foi mecânico na esquadrilha Francesa 124, onde estavam alguns pilotos portugueses. Em 1924, fez o voo a Macau com Sarmento de Beires e Brito Pais. Em 1926, terminou o curso de pilotagem na Escola de Aviação Militar, em Sintra, e um ano mais tarde participou na travessia nocturna do Atlântico Sul. Em 1935-36, fez parte do Cruzeiro Aéreo às Colónias. Morreu em Lisboa, no dia 10 de Dezembro de 1966
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Fonte: Museu do Ar
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